Espiritualidade e Saúde Mental

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                  Discutir religião é sabidamente um assunto delicado; quando fala-se em religiosidade e psiquiatria, a questão fica ainda mais polêmica! Mas vou me arriscar transitar por este caminho baseando-me em dados científicos e experiência clínica.

                  Saúde mental é o bem estar emocional que consequentemente gera bem estar físico. Espiritualidade é um tema mais complexo que pode confundir e causar pontos de vista divergentes. Vamos considerá-la como práticas reflexivas de entendimento do lado não material da vida.

                  Acordar e ter um pensamento de gratidão, ir dormir e fazer uma oração e um exame de consciência, acreditar que existe algo maior regendo a vida e sentir esperança por isso, são práticas que contribuem para uma vida mais reflexiva e harmoniosa.

                  Algumas pessoas recebem essas práticas desde a infância e com o amadurecer vão sedimentando de uma forma mais personalizada sua religiosidade, esses indivíduos são comprovadamente menos suscetíveis a transtornos psiquiátricos como depressão, ansiedade e uso de substâncias.

                  Outros desenvolvem uma espiritualidade ao longo da vida, de acordo com vivências pessoais e afinidades, o que também propicia melhora na saúde como um todo, especialmente na parte emocional. Aqui vale ressaltar a importância da religião para pessoas com dependência química.

                  Há casos específicos em que a religiosidade gera questões emocionais negativas, por exemplo em educações muito rígidas. Isso não quer dizer que a religião em si seja nociva, são situações a serem entendidas e um profissional como psiquiatra ou psicólogo podem contribuir para resolução do problema.

                  Investigações sistemáticas demonstram que pessoas religiosas com fé profunda lidam melhor com estresses da vida, recuperam-se mais rapidamente de depressão e apresentam menos ansiedade e outras emoções negativas que as pessoas menos religiosas. Neurocientificamente ter mais pensamentos de gratidão e positivos estimulam áreas específicas do cérebro que predispõe ao bem estar.

                 A busca de uma identidade religiosa e crença que traga bem estar emocional contribui globalmente para saúde mental e não ter este aspecto bem resolvido pode sinalizar como um momento para procura de ajuda profissional.

 

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