Estresse no trabalho, será que é BURNOUT?

Você tem um perfil mais exigente, dedica-se muito ao trabalho, mas de repente passou a apresentar um certo desânimo, mais irritabilidade e até dores no corpo ou queda de imunidade. Fique de olho, este pode ser o início da “Síndrome de Burnout”!

Vamos falar sobre ela, pois informação é o primeiro passo para se sentir melhor.

            O que é Síndrome de Burnout?

É um esgotamento físico e mental que traz uma série de sintomas para a vida profissional e pessoal do indivíduo.

Conhecida desde os anos 70, o termo vem do inglês to burn out, que significa “queimar- se por completo”.

Seus sintomas podem ser divididos em 4 categorias: físicos, psíquicos, comportamentais e defensivos.

Quais são os sintomas?

            Os sintomas variam de acordo com as características da pessoa e das circunstâncias em que esta se encontra.

Os mais comuns são: cansaço, irritabilidade, reações físicas como dores e mal estar, perda de interesse e iniciativa. Algumas vezes podem ocasionar crises mais intensas que cursam com taquicardia, suor excessivo, incapacidade de lidar com o momento, semelhantes a um pânico relacionado a questões profissionais. Abaixo segue uma lista descritiva do que pode acontecer.

Físicos:

  • Cansaço constante e crescente;
  • Dificuldade para dormir ou sono excessivo;
  • Dores diversas: musculares, de cabeça, gátrica;
  • Alterações respiratórias, gastrointestinais, menstruais;
  • Disfunções sexuais;
  • Infecções frequentes.

Comportamentais:

  • Desleixo ou preocupação excessiva;
  • Falta de paciência;
  • Agressividade;
  • Dificuldade de aceitar mudanças;
  • Perda de iniciativa;
  • Consumo de substâncias como álcool ou drogas;

Psíquicos:

  • Falta de atenção ou concentração;
  • Perda de memória;
  • Pensamento mais lento;
  • Sentimentos negativos como solidão, incapacidade;
  • Choro fácil;
  • Autoestima baixa.

Defensivos:

  • Tendência ao isolamento;
  • Perda de interesse pelo trabalho;
  • Faltas frequentes;
  • Ironia, cinismo.

            Como prevenir?

A melhor forma de prevenir é seguir as recomendações básicas como: alimentação balanceada, ter no mínimo 6 horas diárias de sono, não preencher os horários livres com mais trabalho, praticar exercícios físicos, procurar ajuda de psicólogos.

A maioria das pessoas sabem disso, no entanto pelo perfil “workaholic” ou por outras necessidades, como pressão financeira, competitividade no mercado de trabalho, pouca valorização dos gestores, fica difícil fazer esta adaptação. Por isso, o primeiro passo é a tomada de consciência dos fatores que agravam os sintomas.

            Como é o tratamento?

            Nos casos mais graves indica-se a avaliação de um profissional. Nos mais leves o ideal é reconhecer os pontos de estresse e traçar estratégias para neutralizá-los.

Identifique onde estão as principais frustrações, por exemplo, falta de reconhecimento, necessidade financeira, autoestima baixa, personalidade perfeccionista.

Então busque corrigi-los com novas estratégias. Uma questão muito frequente e que pode trazer bons resultados é melhorar a comunicação com os colegas de trabalho ou chefe, expondo as dificuldades e sugerindo mudanças. Aprender a colocar limites e ser mais assertivo para falar não quando necessário é fundamental.

Dica:

De acordo com as pesquisas a doença afeta 30% da população ativa do país e é responsável por um prejuízo de cerca de 4,5% no PIB nacional. Portanto, fique de olho, se domingo à noite é uma hora difícil, pode ser o momento de buscar ajuda!

Esse post tem 2 comentários

  1. Sarah Vilhena de Moraes

    Bem informativo o texto. Como professora da rede pública convivo com colegas afetados pela Síndrome de Burnout. Apenas a título de curiosidade, ela é tão séria que nesse meio profissional é a principal responsável pela readaptação definitiva de professores. Infelizmente o contexto político que envolve a educação pública em nosso país faz com que fique cada vez mais comum os casos de Burnout dentro do ambiente escolar. Mas veja só, há esperança! Beijos!

    1. Dra. Ana Carolina Corrêa Meneghetti

      Infelizmente a situação do professor da rede pública é uma das principais prevalências desta Síndrome! Obrigada pelo feedback! Beijos

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