Como é a Doença de Alzheimer?

A Doença de Alzheimer é caracterizada por uma atrofia progressiva das células cerebrais. Os primeiros sinais da doença se manifestam por meio da perda de memória. Os familiares devem estar atentos quando o idoso passa a esquecer nomes e fisionomias com muita frequência, além de compromissos e datas. Outros sinais são falta de assunto e iniciativa, incapacidade de manter um diálogo e respostas curtas.

 

img_alzheimerQual a causa da Doença de Alzheimer?

Não se sabe a causa do Alzheimer, entretanto são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença.

Entre os fatores de risco, o principal é a idade, ou seja, quanto mais idoso, maior a chance de desenvolver a doença.

As mulheres estão mais suscetíveis, talvez porque vivam mais tempo; ter familiares com a doença, principalmente a de início precoce, aumenta a probabilidade de se ter Alzheimer. A doença também é mais comum em indivíduos hipertensos, diabéticos, obesos, tabagistas e sedentários.

 

Como é feito o diagnóstico?

A certeza do diagnóstico só é obtida por meio de um exame do tecido cerebral do doente após seu falecimento. Antes disso, esse exame não é indicado, por apresentar riscos ao paciente.

O diagnóstico da Doença de Alzheimer depende da avaliação feita por um médico, que pode ser o Geriatra, Neurologista ou Psiquiatra. Este irá definir, a partir de exames e da história do paciente, qual a principal hipótese para a causa da demência.

Exames de sangue e de imagem, como tomografia ou, preferencialmente, ressonância magnética do crânio, devem ser realizados para excluir a possibilidade de outras doenças.

Faz parte da bateria de exames complementares uma avaliação aprofundada das funções cognitivas por testes neuropsicológicos.

 

Qual é o tratamento?

Não existe cura para a Doença de Alzheimer. Os avanços da medicina têm permitido que os pacientes tenham uma sobrevida maior e uma qualidade de vida melhor, mesmo na fase grave da doença.

As medicações específicas contribuem com uma melhora inicial dos sintomas, que aos poucos vai sendo perdida, mas sabe-se que elas tornam a evolução da doença mais lenta. A resposta ao tratamento é individual e muito variada.

Além disso, existem diversas estratégias de estimulação e organizacionais para melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

 

Cuidados com os cuidadores!

Ser cuidador de uma pessoa com Alzheimer é um outo problema que não pode ser deixado de lado, pois existe uma sobrecarga física e emocional intensa nesta tarefa. Estas pessoas possuem maiores chances de ter sintomas depressivos e ansiosos, mais problemas de saúde, maior frequência de conflitos familiares e problemas no trabalho, se comparados a pessoas que não exercem o papel.

Portanto, faz parte do tratamento da Doença de Alzheimer as orientações para que os cuidadores se cuidem também, buscando grupos de apoio, terapia familiar ou individual e até ajuda médica em situações necessárias.