O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que têm medo
.”
Henry Van Dyke

 

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma reação fisiológica necessária para nos prepararmos para determinadas situações. Por exemplo, se sou surpreendida por uma pessoa armada, o organismo libera substâncias que favorecerão meu organismo a se defender. Haverá taquicardia, aumentando a oxigenação sanguínea, os reflexos ficarão mais aguçados, a atenção estará mais alerta, entre outros.

É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado,  favorece sua adaptação às novas condições de vida.

 

02_ansiedadeQuando a ansiedade passa a ser prejudicial?

Quando a resposta de ansiedade é maior que o estímulo. Em outras palavras, se o corpo reage de maneira desproporcional aos acontecimentos cotidianos. No dito popular, seria “a tempestade em um copo d’água”.

Com aumento da resposta de ansiedade do organismo, o que era para ser um fator protetor, passa a ser paralisador.

O indivíduo perde a clareza de raciocínio. Apresenta com frequência a sensação de “branco”, de esquecimento, ou de uma ideia persistente, por exemplo, de que está com alguma doença grave, que algo ruim irá lhe acontecer. Não consegue focar a atenção, dificultando a produtividade; aumenta a irritabilidade e o nervosismo. Sente cansaço excessivo, muitas vezes, acompanhado de dor de cabeça, muscular ou gástrica.

 

O que é Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?

É um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas:

  • impressão de estar com os nervos à flor da pele (inquietação);
  • cansaço fácil;
  • irritabilidade e nervosismo;
  • dificuldade de concentração e/ou falhas para lembrar memórias;
  • tensão ou dor muscular;
  • perturbação do sono.

Existem outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: palpitações, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito.

 

Por mais que o indivíduo tente, ele não consegue controlar as preocupações. Causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos indivíduos.

 

Quais são as causas?

            Tal como acontece com muitas condições de saúde mental, não se sabe ao certo o que causa esse distúrbio. São fatores de risco:

  • mulheres, acredita-se que uma combinação de fatores, como mudanças hormonais e maior exposição ao estresse;
  • traumas na infância, vivencias de estresse na época da formação da mente;
  • doenças concomitantes, ter uma doença grave, como câncer, geram mais preocupação com o futuro, tratamento e questões financeiras;
  • personalidade;
  • genética, se há casos de ansiedade em familiares, aumenta a chance;
  • abuso de substâncias (drogas, álcool, cafeína, nicotina).

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares.

Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clínicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo.

Tais sintomas inespecíficos, frequentemente levam o indivíduo a procurar outros médicos como clínicos gerais, neurologistas, gastroenterologistas, cardiologistas etc. Por isso, é tão comum médicos dessas especialidades recomendarem que o indivíduo vá a um médico psiquiatra ou a um psicólogo clínico.

 

Qual o tratamento para Ansiedade?

O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e a terapia comportamental cognitiva. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.

Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, como também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe: peça ajuda.